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A biografia da Deputada Federal Alê Silva

A biografia da Deputada Federal Alê Silva

Liberdade e Conservadorismo

Do anonimato ao Congresso Nacional

Ter fé e acreditar no impossível é a principal lição que a vida ensinou a deputada federal Alê Silva, que desde criança venceu uma série de obstáculos, que não eram comuns naquela época. Alessandra Silva Ribeiro enfrentou os primeiros desafios como menina de rua, ao lado da família biológica, em Petrópolis, no Rio de Janeiro, vivendo numa área remanescente de Mata Atlântica, ameaçada pelo crescimento de favelas, como a que ela morou no bairro Meio da Serra, próximo a Majé.

“Eu e meus irmãos não tínhamos hora pra chegar em casa, pra comer, vivíamos pela caridade alheia, muitas vezes a gente dormia com fome. Eu e o meu irmão Sandro temos uma diferença de idade de menos de um ano. As nossas roupas eram de uso comum, podiam ser grande ou pequena, de menino ou menina”, lembra a deputada federal Alê Silva.

Aos sete anos, como ela mesmo define, “Deus enviou um anjo”, para transformar completamente a sua vida. Por sorte, não demorou muito para que Alê Silva fosse adotada por uma família de descendentes de alemães (João Jantsch e sua esposa Hildegar Jantsch), que morava em uma colônia na área rural de Santa Catarina, onde a maioria das pessoas só falava em alemão. Foi aí que a garota que vendia balas nas ruas para ajudar a família biológica na baixada fluminense, passou a ter outra referência na vida, com os pais adotivos conversando em outra língua inclusive dentro de casa. “Para nos comunicar tive que aprender um pouco de alemão e, mais incrível, a ensinar eles a falar português”, conta Alê Silva.

Em outra direção

Entre o trabalho na roça e os estudos foram muitas interrupções na vida de Alê Silva, com 16 anos retomou os estudos no 5º ano, fez supletivo e em dois anos concluiu o ensino fundamental. Depois no período de 1 ano e meio finalizou os estudos do ensino médio. Ao se tornar maior, 21 anos, Alê Silva voltou para Minas Gerais para rever a tia Ana Maria Vieira e resolveu ficar para iniciar um curso superior na Faculdade de Direito do Vale do Rio do Doce (Fadivale). “Dediquei muito aos estudos e, assim que me formei em 2000, logo na primeira tentativa fui aprovada no Exame da Ordem. A partir daí comecei a trabalhar como advogada”, explica.

A jovem advogada Alessandra Silva Ribeiro graduou em Contabilidade e pós-graduou em Filosofia do Direito. Também descobriu mais uma aptidão e se tornou perita atuarial. “Tenho facilidade para fazer cálculos e gosto muito de matemática. Só depois de ampliar meu conhecimento técnico é que eu passei a gostar de política”, declara.

Uma política fora da curva

Alê Silva entrou na política em 2018, faltando apenas dois dias para encerrar o prazo de filiação para concorrer ao pleito eleitoral e conquistou o respeito dos eleitores por colocar em prática aquilo que ela sempre desejou que os políticos fizessem: ser verdadeiros e transparentes. “Eu já tive algumas fases na minha vida, e uma delas era não gostar de política. Porém, com o advento da internet, comecei a avaliar alguns perfis políticos de direita, conservadores e me identifiquei com eles. Na verdade, descobri que não gostava é de politicagem e de politiqueiros e me reconheci como uma ativista política”, conta a parlamentar mineira, que estreou na política ocupando uma vaga no Congresso Nacional.

A deputada federal Alê Silva foi eleita com 48.043 votos nas eleições gerais de 7 de outubro de 2018. Com mandato válido até 2022, hoje ela é a legitima representante do povo mineiro na Câmara dos Deputados, em Brasília.

Seu posicionamento firme e a forma aguerrida de fiscalizar constantemente a aplicação dos recursos fazem com que Alê Silva sofra ataques nas redes sociais. Para a deputada federal, se não fosse assim, o trabalho não estaria surtindo nenhum tipo de efeito.

Vitória junto à Câmara do Deputados

Alê Silva é casada com Wagner José Eustáquio Ribeiro e mãe da Victoria Emanuelle Silva Ribeiro, 14 anos. Chegou ao Congresso Nacional sem ter vivido qualquer outra experiência política e, mesmo assim, assumiu o protagonismo em diversas seções, Frentes Parlamentares e Comissões da Câmara dos Deputados. Atualmente são as seguintes:

Secretaria da Mulher; Plenário; Comissão Geral; Comissão Externa sobre Obras Inacabadas; Comissão Especial de Subsídios Tributários e Creditícios; Comissão Externa do Desastre de Brumadino; Subcomissão da Reforma Tributária; Frente Parlamentar pela Reforma Política e Administrativa; Frente Parlamentar em Defesa da Prisão após 2ª Instância; Frente Parlamentar em Defesa e Valorização dos Profissionais de Segurança Pública e da Segurança Privada; Frente Parlamentar do Enfrentamentos às Drogas; Frente Parlamentar Mista de Enfrentamento da Pedofilia.

Alinhada aos princípios e valores defendidos pelo presidente Jair Messias Bolsonaro, Alê Silva também abriu mão dos privilégios políticos, os chamados penduricalhos, tais como auxílio-moradia; apartamento funcional; Plano de Saúde do parlamentar; e Previdência Especial do parlamentar. A deputada federal já se posicionou publicamente contra o aborto e a ideologia de gênero. Alê Silva é a favor do combate à legalização das drogas e a exploração sexual de crianças e adolescentes.

Já na metade do mandato como deputada federal, Alê Silva guardou na memória um fato marcante da carreira política, o dia em que a expulsaram da Comissão de Finanças e Tributação, isso em outubro de 2019. Nesse dia, Alê Silva foi alertada pelo governo federal que “caciques” partidários queriam a aprovação de um projeto de Lei que provocaria um impacto financeiro de R$ 25 bilhões, em fundo destinado a cobrir o seguro da casa própria, que são pagos pelos mutuários da Caixa Econômica Federal.

“Caso algum mutuário venha a falecer, o seguro é liberado para quitar as parcelas do financiamento em aberto. E esses caciques queriam tirar o dinheiro desse fundo para beneficiar seguradoras privadas. Entendi que era uma grande injustiça. Então conversei com alguns colegas parlamentares e consegui convencer vários deles a votarem contrários ao projeto. No meio da reunião simplesmente meu nome sumiu do telão. Eu tinha acabado de ser excluída da Comissão de Finanças e Tributação”, revela. “As pessoas que assistiam a reunião viram a covardia que estavam fazendo comigo. Pedi a palavra e deixei bem claro que estava naquele momento defendendo os cofres públicos, o nosso Brasil. Afinal se tratava do dinheiro do trabalhador, do contribuinte. O autor ficou tão envergonhado que ele mesmo pediu o arquivamento do projeto. Considero essa, minha grande vitória junto à Câmara dos Deputados”, comemora.

Ainda de acordo Alê Silva, as pessoas precisam entender que muito mais importante do que ter um projeto aprovado, é conseguir a não aprovação de um projeto nocivo, porque desta maneira estamos livrando o Brasil de um grande problema, de desgastes e de sofrimento.