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MORADORES DO ENTORNO DO BECO DO GOLFINHO – FORQUILHA, EM IPATINGA, PEDEM SOCORRO!

MORADORES DO ENTORNO DO BECO DO GOLFINHO – FORQUILHA, EM IPATINGA, PEDEM SOCORRO POR OBRA INACABADA DESDE 2021

Por Alê Silva

Na data de 11 de março de 2024, o gabinete de apoio da ex-deputada federal Alê Silva foi acionado por moradores do entorno da localidade denominada “Beco Golfinho”, no bairro Forquilha em Ipatinga, para relatar os transtornos causados por uma obra iniciada pela prefeitura em 17 de junho de 2020 e que até a presente data não foi concluída. Em diligência ao local, nosso gabinete pôde observar que se trata do início da construção de uma escadaria e muros de contenção, junto a um barranco de aproximadamente 10 metros de altura.

Constatamos que tal obra iria favorecer até 40 famílias que moram no nível superior da área e, para terem acesso ao nível inferior, precisam se deslocar por uma distância considerável. Com as escadarias, as crianças do local teriam uma melhor logística para suas escolas, pontos de ônibus, etc. Porém, há mais de 3 anos, o que era um sonho virou um terrível pesadelo.

Com a intervenção de máquinas, cortando o barranco e retirando terra, passou-se a ter uma erosão de grandes proporções no terreno, o que se agrava a cada período chuvoso. Segundo informações contidas na placa de lançamento da obra, ela teria sido iniciada em 17 de junho de 2020, com a previsão de um valor contratual de R$ 1.886.551,24 e um valor estimado para a obra de R$ 117.799,64. Ainda no tempo do governo signatário desse contrato, ocorreu sua paralisação. Posteriormente, junto ao governo municipal seguinte e atual, houve o anúncio de retomada, mas isso aconteceu por um curto período de tempo, sem qualquer avanço significativo sobre a mesma.

Na presente data (11/03/24), in loco, podemos notar a presença de apenas 2 profissionais que teriam sido contratados recentemente para trabalhar na obra, observando-a de uma certa distância. Eles nos relataram sobre o risco de desabamento e que, por tal razão, estariam impedidos de se aproximarem além do que já estavam. Disseram-nos que nas casas que estão em vias de rolarem barranco abaixo, já há algum tempo não mora ninguém. Segundo vizinhos, os antigos moradores destas casas foram removidos por conta do risco; para algumas famílias, o aluguel social está sendo pago, para outros não. Confirmaram o que já tinha sido dito: por conta da obra inacabada, em períodos de chuvas, o acesso às proximidades fica impossível, assim como a apreensão e o medo de um desabamento mais sério, capaz de comprometer a segurança das famílias que moram nas intermediações, fica ainda mais iminente e, segundo os mesmos, ao questionar a administração municipal, os responsáveis apenas dizem que não há previsão para a efetiva retomada.

O nosso gabinete, como dever de ofício e que trabalha pelo bem comum, está fazendo contato com as autoridades competentes (e incompetentes) para obter maiores informações sobre a paralisação desta obra, sobre os valores já gastos, bem como de quando elas serão efetivamente retomadas e quais as indenizações que estão previstas para compensar as pessoas que foram impactadas negativamente. Destaca-se que uma obra paralisada, além de não atender ao fim social para o qual foi iniciada, é desperdício de dinheiro do cidadão, que o recolhe aos cofres públicos através de seus impostos e taxas, o que não se pode aceitar.

Abaixo, fotos produzidas em 11/03/2024.

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